segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Música

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada ...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio ...

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente

que da nossa ternura anda sorrindo ...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

David Mourão-Ferreira



Para ti, que eu tanto amo..para ti que desejo a cada recordação nossa..
Saudades dos teus olhos, do teu corpo..das tuas mãos ansiosas por mim..
Amo...Amo-te!

5 comentários:

doiSabores disse...

Espero que não seja só uma recordação...e sim uma realidade...
Beijos saborosos

Deliciosamente Atrevida disse...

hum saudades de vocês no cantinho...


Muito delicioso passar por aqui...


Bjo grande!

Branca disse...

Bela escolha de poema...

Bom fds ao casal!

S disse...

De ti, que eu tanto amo..de ti que desejo a cada recordação nossa..
Saudades dos teus olhos, do teu corpo..das tuas mãos ansiosas por mim..
Amo...Amo-te!

Não saberia dizer melhor que tu...

S disse...

Está cá...