sexta-feira, 10 de julho de 2009

Saí...

Saí, apaguei a luz e fechei a porta. Não voltarei a abri-la, a entrar por ela dentro, a olhar para ti e e em ti morrer.
Farei, com as recordações, uma duna onde me sentarei em dias de mais melancolia. E de cima dela verei o que quiser ver...

Saio e apago a luz. Não olho para trás, não verás como estão os meus olhos. Fecho a porta e assim crio dois mundos diferentes, dois tempos que não voltarão a encontrar-se, o meu e o teu.

Saio e fecho a porta, devagar, como quem não quer acordar uma criança em meio de sono profundo.

E nem te digo adeus, nem te digo um simples e esperançoso "até qualquer dia". A minha boca não se abre mais, todas as palavras foram ditas, todas as lutas tentadas...

Saio, apago a luz do quarto onde não mais voltarei e fecho a porta. Não saberás o sabor de mim, não conhecerás mares diferentes, não viverás um amor que não existe em mais lado nenhum.

4 comentários:

Jota disse...

uau!

Momentos disse...

então?

Erica Maria disse...

Ah, estava com saudades dos textos!

Lindo, bjos!

Olavo disse...

Muito bom..
a tempos não passava por aqui..bom ler vcs..
Abraços bom final de semana